100% NACIONAL acompanha lançamento da PNAB no Palácio Capanema e reforça compromisso com o diálogo cultural

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Na última sexta-feira, o histórico Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro, foi palco do lançamento do novo ciclo de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) no município. O evento reuniu gestores públicos, produtores, artistas e agentes culturais em um momento decisivo para o fortalecimento do ecossistema cultural carioca, marcado pela retomada de investimentos estruturantes e pela ampliação do diálogo entre Estado e sociedade civil.

Com a presença de Márcio Tavares, Secretário-Executivo do Ministério da Cultura (MinC), e de Lucas Padilha, Secretário Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, o encontro apresentou as diretrizes do novo ciclo da PNAB e destacou a importância da política como instrumento permanente de fomento, descentralização e sustentabilidade da cultura brasileira.

O lançamento dos editais representa um passo relevante para o cenário cultural do Rio, ao assegurar recursos públicos contínuos, fortalecer iniciativas locais e reconhecer a diversidade de linguagens, territórios e agentes que mantêm viva a produção cultural da cidade. Em um contexto de desafios econômicos e institucionais, a PNAB se consolida como uma política de Estado, capaz de gerar impacto não apenas artístico, mas também social e econômico.

A 100% NACIONAL esteve presente no evento, reafirmando seu compromisso com a participação ativa nos espaços de debate e construção das políticas culturais. Durante o encontro, o produtor e diretor Luiz Eduardo Ozório teve a oportunidade de se manifestar, fazendo perguntas e compartilhando reflexões sobre a necessidade de aprofundar o diálogo entre o poder público e os agentes de cultura. Em sua fala, Ozório reacendeu uma questão sensível e recorrente entre os proponentes de editais públicos: a transparência dos pareceres técnicos.

“Em grande parte dos editais, os proponentes recebem apenas uma nota final, sem um retorno claro e qualificado sobre os critérios que levaram àquela pontuação. Não sabemos por que um projeto recebeu nota alta ou baixa, quais foram seus pontos fortes ou fragilidades. Isso prejudica a análise crítica dos próprios proponentes e limita o aprimoramento dos projetos ao longo do tempo”, afirmou.

Segundo ele, a ausência de devolutivas transparentes enfraquece o caráter formativo das políticas públicas de fomento e cria um ambiente de insegurança e assimetria entre os agentes culturais e o poder público. A intervenção foi bem recebida pelo público presente e se somou a outras manifestações que apontaram o diálogo contínuo entre gestores e agentes culturais como elemento central para o fortalecimento da PNAB enquanto política estruturante e permanente.

Para a 100% NACIONAL, acompanhar de perto o lançamento da PNAB no Palácio Capanema — símbolo da cultura e da arquitetura moderna brasileira — é parte de uma atuação que vai além da produção de obras: trata-se de participar ativamente da construção de um ambiente cultural mais justo, plural e sustentável. O evento reforçou a convicção de que políticas públicas eficazes nascem do encontro entre gestão, território e prática cultural, e que a presença dos produtores nesses espaços é fundamental para qualificar esse processo.

A 100% NACIONAL segue atenta aos desdobramentos dos editais da PNAB e comprometida em contribuir, de forma crítica e propositiva, para o fortalecimento da cultura no Rio de Janeiro e no Brasil.